PF considera que não é possível “presumir” autenticidade e integridade das mensagens obtidas por hackers.| Foto: Marcelo Andrade/ Arquivo Gazeta do Povo

A Polícia Federal considera que não é possível “presumir” a autenticidade e integridade das mensagens hackeadas com diálogos entre os procuradores da força-tarefa da Lava Jato. As informações são do jornal O Globo. O delegado Felipe Alcantara de Barros Leal, responsável pelo Serviço de Inquéritos (Sinq) da Polícia Federal (PF), afirmou que a perícia realizada pela PF não confirmou a autenticidade das conversas.

Segundo ele, o uso das mensagens em investigações constitui abuso de autoridade por se tratar de provas ilícitas. O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Humberto Martins, abriu um inquérito para apurar a conduta dos procuradores da Lava Jato com base nas mensagens obtidas pela Operação Spoofing.

O delegado considera em seu relatório que invasão hacker leva à “coleta de dados indelevelmente marcados por um vício de ilegalidade, circunstância que não pode – ou ao menos não se espera – ser superada com flancos de investigação em face das próprias vítimas”. E, permitir a utilização seria “eutanásia dos rumos da Polícia Judiciária, atingindo por ricochete, em visão holográfica, todos os princípios que inspiram a atuação policial”.